29

mar

2011

Desta vez estou chateado. Ter uma BMW nunca foi, digamos assim, um sonho. Mas sempre achei que no dia que conseguisse uma BMW GS1200, pararia por aí e só atualizaria o modelo quando possível, pois é uma moto caaaaara. Então um dia conheci a Nina Hagen, que para os que nos acompanham aqui, é figura conhecida. Trata-se de uma BMW GS1150R, o ultimo modelo pré tecnologia embarcada, possui somente ABS e manoplas aquecidas e por isso mesmo tem fama de inquebrável. Quando nos casamos eu…ops, quando a comprei, ela tinha 7 anos de vida e 50 mil km rodados.

No ano e meio que estou com ela,  rodei mais 45 mil, no meu dia a dia sempre a milhão e fazendo as viagens de lançamento -as BVTrips- dos filmes Alma Selvagem por várias cidades em vários estados do país, somente me preocupando em colocar gasolina no tanque,  ar nos pneus e óleo no carter. O único aborrecimento que tive foi quando quebrou o cardã, primeiro por ser um infortúnio, já que me disseram ser raro acontecer com essa quilometragem. Pelas revendas demoraria e custaria beeem caro.  Não quero criticar marcas nem concessionárias, mas o caminho mais prático, rápido e (muito, muito mais) barato foi importar a peça diretamente.

Isso feito, ela ficou mais na garagem do que nas estradas, porque desde dezembro estou usando a Madalena, minha Varadero Selvagem -cedida pela Honda como apoio para a divulgação da cultura motociclística- para nossas viagens. Desde então a  BMW ficou um pouco com um dos meus filhos e mais na garagem, tadinha. Na semana passada a usamos para uma viagem até Avaré, onde fomos gravar um webmercial para o Bike Route 2011. As duas estavam lindas na estrada, mas na volta percebemos um balanço na parte traseira, levantamos o banco e susto: o quadro simplesmente quebrou de vez, vejam na foto. Só percebemos isso em Sampa.

 

detalhe tubo partido, os dois na mesma altura

 

problema na coluna, que nem o dono

 

Agora a Nina está no Pardal, um dos melhores soldadores especializado do mercado, que vai fazer uma super solda e inclusive colocar um suporte adicional, para aguentar a vida selvagen que o nosso dia a dia exige. Nem sei se fico com ela, pra ser sincero. Vender? Nem a pau. Não gosto de vender.  Trocar por outro avião? Hummm…

Moto inquebrável? Para mim, acabou-se a ilusão, sei que era bobagem minha.Esse negócio de se apaixonar por motos tem uns colaterais chatos.

Mas certamente merecem a preferência marcas que tenham um mínimo de estoque, pelo menos para peças de desgaste normal, como discos de frição, rodas, manoplas, vidros de farol, pastilhas de freio, filtros de ar e etc.

É o respeito que a marca dedica ao seu consumidor, que faz a diferença entre marcas de motocicletas, e não 7 centésimos de segundo em arrancada, ou desconto no preço ou propaganda mais sofisticada. É isso que faz uma marca ser respeitada, amada, querida, por motociclistas de verdade.

 

2 comentários para “BMW quebra sim…

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