16

mar

2010

Cheguei de Brasilia ontem no começo da noite, nem tão cansado como poderia supor mas muitíssimo satisfeito com a viagem, que foi nosso segundo “BVTrip”.
E que trip! Vamos lá:

Eu e Nina, indo:

A VIAGEM:
Na ida, saí daqui depois do almoço e fui dormir em Uberaba, de onde segui até Brasilia chegando por volta das 15:00. Nunca na vida passei tanto calor, especialmente na região entre Uberaba e Campo Alegre de Goiás. O que me salvou, literalmente, foram minhas novas roupas -jaqueta e calça- da marca Revitt. Não é papo de patrocinado -afinal de contas a Moto Store somente me ofereceu a roupa para testar- e daqui a pouco vou escrever no blogdorenzo (aqui ao lado) sobre esse assunto, que é muito mais importante do que parece. Mas se não derreti dessa vez, não derreto nem atravessando o deserto da Mauritânia.

Outros “equipamentos” que ajudaram bastante foram as roupas da 100%, que o André Carrazzone está lançando e que usei, que transfere o suor do corpo rapidamente, ajudando a manter o corpo seco e sem aquela sensação “pegajosa”. Verigudi. Minhas botas eram da Forma, que apesar de impermeáveis, deixam o ar passar, evitando fritar o pé. Estou gostando muito de testar acessórios e equipamentos, mesmo sendo um leigo. Minha opinião equivale a de um consumidor, não à de um técnico. Naquelas condições abrasadoras teria sido impossível manter as médias e a concentração sem esse tipo de equipamento.

A volta foi melhor ainda, pois não estava tão quente. Saí do hotel ontem as 08:00 e cheguei em Sampa às 20:00, numa puxada só, juro que sem andar em altíssimas velocidades mas fazendo ótimas médias e parando somente para reabastecer e comer um lanche, no total 4 paradas. Isso foi um test-drive para o meu corpo e fiquei feliz por andar mais de 1200 km e chegar inteiro, sem dores nem caimbras. E mais feliz acordei hoje, ao ver que minha coluna estava quietinha, sem reclamar. Aliás, quando saí de lá ontem, achei que seria mais prudente pernoitar em Uberaba ou Ribeirão Preto e resolvi “ouvir meu corpo” para decidir sobre isso. Como ele não falou nada (eu pelo menos não ouvi p… nenhuma), vim direto. O mérito é da Nina Hagen, minha BMW Selvagem, que permite que a gente mude de posição como num verdadeiro kamasutra enquanto anda e a melhor para mim é em pé. Basta reduzir um pouco a velocidade e andar de 5 a 10 minutos em pé nas pedaleiras, com o corpo inclinado no angulo certo para se apoiar no vento. Que nem em queda livre no para-quedismo. Fazendo isso a gente refresca e alonga o corpo, descansa o nosso sentador e depois é só acelerar de novo. A Nina completou 70 mil km nesta viagem e eu “já passei dos 30”, por isso fiquei feliz e até orgulhoso pelo nosso desempenho.

On the road:

O EVENTO ALMA 70:
Já começo falando do pior: poucas pessoas compareceram ao auditório de 150 lugares. Dava pena ver tudo arrumado e quase vazio. E o pior é que não estava diluviando como naquela vez em Campinas. Aliás, mesmo com uma das maiores chuvas da história, em São Paulo o auditório encheu! Sei lá, até passou pela minha cabeça minimizar para as pessoas essa falta de público, mas não é por aí. Tudo o que escrevo aqui é para servir de trilha para quem quiser vir por estes caminhos, fazer filmes, produzir conteúdos sobre motos, sobre motociclistas, sobre nossas tribos. É difícil? É. Se eu não fosse uma pessoa positiva, poderia até pensar que esta BVTRIP,a numero 2 foi um furo n’água! Claro que se fizer a conta de quanto gastei e quanto vendi, é preju na certa. Mas a conta não é essa. Os valores não são esses. Considero que este BVTrip foi uma maravilhosa oportunidade de enxergar coisas importantes para o futuro e para o sucesso dos proximos.

Certamente vai evitar muitas pisadas em jacas nos proximos meses e uma coisa é importante ressaltar: nunca foram feitos conteúdos/filmes sobre motos. Estamos abrindo um mercado na base da foice, da coragem e com a ajuda de algumas poucas empresas e pessoas que pensam como nós. Somos todos um bando de pioneiros, usando com criatividade as novas tecnologias de produção e veiculação para ampliar o universo dos 20 milhões de motociclistas brasileiros. E finalizando, o pioneirismo tem seu preço e nós estamos pagando por ele. Com muito prazer.

Vamos aos fatos: a logística foi perfeita. Dias antes, como sempre, “falamos” com todos os veículos e colunas especializadas em carros e motos, que são bem poucas no DF. Isso fez com que a Vanessa Gianellini, nossa assessora de imprensa, concentrasse seus esforços em moto-grupos e comunidades virtuais da região. Eu, de minha parte, saí daqui na quinta e cheguei lá na sexta, a tempo de levar os banners para decorar a Livraria e seu auditório, os flyers alma selvagem e os folhetos da ABRACICLO para distribuição ao publico.

Tudo o que estava ao nosso alcance foi feito e só nos restava a grande pergunta -que até explicitei num post da semena passada, antes de viajar- a martelar nossas cabeças: será que num domingão à tarde vai funcionar? Com F1 de manhã e Indy na hora do almoço? Será que as mulheres e filhos não vão segurar os papais em casa? Será que vai chover de novo? Será que em Brasília a coisa rola?

Bom, posso garantir que a primeira pergunta foi respondida e temos aqui a maior lição: domingo de tarde, NUNCA MAIS! NEVER MORE. MAI PIÚ! rerere. Outra questão básica é respeitar a cultura local, seus hábitos e daí vem a segunda lição: não viajar sem antes conversar BASTANTE com os motociclistas locais. Seria o óbvio, mas agora EU SEI disso muito bem. E para saber, só fazendo.

A MELHOR PARTE, OS AMIGOS:
O meu anfitrião na cidade foi o Willian Costa, presidente do Motos Clássicas que conheci via web, tinha trocado 2 ou 3 emailzinhos e hoje posso dizer que se tornou um grande amigo. Sério! Além de me receber superbem, ele e Celso Streit, meu anjo da guarda brasiliense (se ele não me acompanhasse nas voltas para o hotel, acho que eu estaria no Maranhão agora, perdido) mostraram mais uma vez que essa coisa que nos une- a motocicleta- é uma coisa tão forte que parece inacreditável. Já na primeira noite, quando fui para o hotel (falo depois)descansar depois de rodar 700 km, o Willian me revelou que tinha uma banda de rock chamada Lingua Negra e que haveria um show naquela noite. Em vez de dormir tomei um banho, uma colherinha de guaraná em pó e de repente, lá estava eu em Guará, num local muito legal, uma arena cheia de motos, gente legal e bandas da pesada. Puta som. Fiquei de papo com o Hercules (será que o pai o rebatizou depois de ver que estava crescendo muito?), com varios amigos do Willian e Celso, com alguns Abutres e quando a festa estava começando a trilotar, caí fora. Finalmente fiquei na horizontal por algumas horas. No dia seguinte, a festa do pessoal do Motos Classicas, prá lá de boa, com direito a passeio de clássicas pela cidade de manhã cedo, almoço na casa do Willian e aquela amizade e camaradagem que só os verdadeiros motociclistas já sentiram ou ainda vão sentir. Como diz minha mãe, “Deus os faz e eles se juntam”. Coisa boa. Fica aqui um abraço especial para Tati, Vitorino, Ricardo, Valdir, Hercules, Nathal,Carmindo,Pedro e Caio e Laura, filhos de Willian e a todos os outros de quem não guardei o nome mas guardei os rostos e a simpatia.

Resumo da ópera:
Foi bom, foi demais, uma maravilha. No final de julho estaremos lá com nossos novos amigos, levando os filmes para o MOTO CAPITAL, um grande encontro de motociclistas, já tradicional na cidade e que atrai muita gente de todos os lugares.
Vamos continuar forte com os BVTrips, observando os detalhes que citei para fazer como em Curitiba, na Moto Dax, onde mais de 200 pessoas compareceram. É isso, vamos em frente. Aguardem para os proximos dias qual será o destino do BVTrip 03.

baitabraço, Renzo

Nota 1- vídeos na web: daqui a 2 dias vamos web-veicular o video do evento de Curitiba e na proxima semana o filme de Brasília, como sempre.

Nota 2- imagens: por enquanto deixo aqui algumas fotinho de celu mesmo.

Nota 3- ia esquecendo: como sempre comento sobre os hotéis (afinal de contas,são dicas), desta vez fiquei no ARIAM. Fuja.

Sapatos novos para Nina, no meu parceiro, Alemão Pneus:

Pensei que um OVNI tinha pousado na praça:

A arena em Guará no show de rock:

Preparando o Carreteiro.

Do quarto do hotel:

3 comentários para “BRASILIA DF:

  • William

    Renzo, estamos aqui às duas da matina lendo o seu relato, William, Caio, Vinício e a esposa dele, Andréia. Todos adoraram a sua visita aqui no planalto central.Te esperamos no Moto Capital.Grande abraço.

  • Tatiana

    Renzo! Que bacana! Foi uma honra te conhecer, adorei! Brasília e as Motos Clássicas te esperam em julho, no Moto Capital! Beijos e abraços!

  • Policarpo Jr

    É isso ai Renzo, ser um "Alma Selvagem" é exatamente isso… desbravar, colocar a cara para bater, ´ir lá e ver como que é com os próprios olhos´… o que vale são as vivências e o que deixamos para a história, em nosso caso, do motociclismo, claro! Parabéns pela 2a. BVtrip, que venham muitas outras! Forte Abraço, Policarpo Jr – Rock Riders

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