02

fev

2012

Saí de Sampa na quarta feira cedo, com  Madalena, a Varadero Selvagem parecendo um barco de refugiados, de tão carregada. Mas já faz muito tempo que resolvi fazer tudo relacionado com nosso trabalho usando somente duas rodas, sem contar com apoio de carros, pick-up ou coisa parecida. Eles não acompanham.  Claro que existem exceções, como em filmagens com equipe e equipamentos maiores, mas sendo possível, embarco tudo em uma ou mais motocicletas. Coisas sobre motos tem que ser feita de moto. Ajuda na energia. 

Minha Varadero levava as duas resistentes malas laterais de alumínio da Motopoint lotados de equipamento e bagagem para uma semana (o top case perdeu lugar para a grua), além de uma mala de tanque cheia. No rack traseiro instalei a BullsCam – nossa grua exclusiva para filmagens em movimento- e sobre o banco traseiro, duas grandes caixas contendo 100 DVDs cada. Ah, levava também 4 banners e a minha “vara de pescar imagens”, uma traquitana que uso como minigrua para microcamera (faz tomadas panorâmicas  fantásticas de modo simples) . Contando com meus 92 quilos,  imaginem o peso que minha querida Madalena Selvagem, ou melhor, vejam:

                                                                                                                                                 Ela ao lado do Doce Deleite

Carga Total!

A viagem foi ótima, com tempo nublado, o ideal para viajar sem fritar. Na verdade foi rápida até demais. Toda vez que vou ao Rio, gostaria que a cidade  ficasse a uns 300 kms a mais, porque a o traçado da estrada é gostoso e a descida da Serra das Araras…poderia ser bem mais longa. Um detalhe: chegando ao Rio, algumas placas de rua marcavam acima dos 50 graus! Juro! Quando levantava a viseira para refrescar, era obrigado a abaixá-la rapidamente pois o ar quente queimava meu  rosto, nunca rodei com tanto calor, nem no deserto da Mauritânia, onde rodei muito (nos meus sonhos Dakarianos). Fui direto ao Riocentro para descarregar a tralha toda e depois até a Barra, onde me hospedei pela segunda vez no mesmo Barrabela Flat. Quando o lugar é ótimo, repito sempre que posso.

A Barra é um lugar legal, mas meo estranho. Tem um quê de Alphaville… Chama a atenção a quantidade de carros bacanas, como Cayennes, SUVs Cadillac, Audi e BMW, sempre com os vidros absurdamete escuros e dirigidos de forma meio…prepotente. Na minha imaginação, pareciam, na maioria das vezes, dirigidos por bandidões curtindo suas casa de praia… Enfim, vai saber… Mas como ainda não eram seis da tarde, apesar de bem cansado, resolvi descer até a praia e gravar algumas cenas com minhas cameretas, já que a previsão de tempo não era boa. Só prá garantir. E foi uma sorte fazer isso, porque de noite começou uma chuva que só parou depois de 5 dias, após o Salão terminar. Mais uma clara demonstração de que quando vc quer fazer algo, é melhor fazer logo.

Ultimos minutos de sol em 6 dias...

A chuva foi um capítulo à parte: era  forte e constante e em alguns momentos a preocupação era visível nos rostos dos organizadores, dos expositores, das equipes, de todos os que tinham algo a ver com o evento. E uma coisa  foi bastante comentada: a constatação de que motociclista carioca odeia chuva, bem mais do que que paulista, já mais acostumado a tomar chuva de moto. E o engraçado era que o estacionamento de motos estava vazio, porque os motociclistas chegavam…de carro. De roupa de motociclista, botas e… de carro e muitos de taxi.  Acho que por isso viam-se tantas famílias com crianças acompanhando, a molecada deve te adorado o pai ter largado a moto na garagem!kkkkk. Só foi chato porque muitos jornalistas e amigos que viriam de Sampa de moto não apareceram, pois em São Paulo também chovia muito forte e sem parar, e imagino que nas cidades vizinhas também. Uma pena, mas mesmo assim…

Como chovia...

Eram muitas as atrações para o público, com shows diários de ótimas bandas de rock, os shows adrenalizantes da Equipe Força & Ação, o incrível e delicioso looping (já rodei), área para test-drives, os simuladores de pilotagem no grande stand da Honda, DJs animando stands, o fantástico Cadillac-Bar do meu grande amigo e criativo multimídia  Trajano, enfim, uma festa. Sem contar as recepcionistas, as garotas do Rio que deixavam os marmanjos suando ainda mais, mesmo fazendo frio (para os cariocas).

Posicionada na entrada do Espaço Cultural, a  Varadero Selvagem estava simplesmente linda,  sobre seu cavalete de eixo -emprestado pelo grande Marcelo Ramalho, da Concessionária Honda Dicasa– e com a BullsCam montada e equipada com camera de vídeo, ladeada por banners e  um monitor exibindo trailers de nossos dois filmes, que estavam sendo vendidos no local. Pode parecre bobagem, mas sua posição vertical sobre o cavalete mudou tudo: a sua postura, elegância, imponência. Foi como pegar uma modelo com má postura e fazê-la esticar a coluna, apontar o queixo prá frente, posicionar os ombros, quadris e pedir que faça um olhar matador. Vocês podem achar que sou maluco, mas foi assim que ela ficou… As vendas dos nossos DVDs  foram ótimas e a Varadero Selvagem foi uma das motos mais fotografadas pelo público, cumprindo sua função promocional. Ela faz de tudo!

Pronta, na passarela.

Linda!

A segunda edição do Salão Bike Show foi um sucesso, com quase 50 mil visitantes (debaixo de chuva), 90 stands de expositores de fabricantes e revendas de várias marcas de motocicletas, stands de roupas técnicas, acessórios, equipamentos, seguros e aquela parafernália de coisas que só em Salões a gente encontra.  A marca Alma Selvagem brilhou mais uma vez, divulgando nossos filmes e conteúdos, fazendo contatos importantes e principalmente, estando muitas horas com gente que vive o motociclismos de uma forma muito pura. Agora vou dar uma de Maguilla e deixar aqui meus parabéns e abraços para Gustavo, Adriana e Cristiano, os determinados organizadores, para João Mendes, Vanessa Gianellini e Marcus Lauria, da assessoria de imprensa e para o montão de gente sangue bom que conheci ou reencontrei por lá: Vanusa Pacheco, que virou minha gerente de vendas (organizadíssima), Denise Cyntragulo, recepcionista do Cetro Cultural, Juliano Palha e Edson Junior, do som&video e Ermínio e Roger, dois garotos sangue bons que me deram ótimas dicas sobre alguns points de motociclistas no centro, à noite.  Roger foi demais, me escoltou até a Barra na volta, senão eu iria parar em Buzios no meio da madrugada… 

Finalizando, valeu o show e em 2013 estaremos lá de novo. Fiquem com algumas imagens, na proxima semana teremos o vídeo sobre mais esta trip. Até lá!

Auditório do Centro Cultural

Prateleiras com nossos DVDs, banners e Inspetor Carlos ao fundo.

 

Voltando para casa, mais leve.

 

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