05

ago

2011

 

A Honda CB750 K2 e eu, no início da viagem.

… O ultimo trecho, de Araguari até Brasília é meio delicado. Inclui um longo trecho de estrada deserta, quente, sem nenhum posto de gasolina, restaurante, bar, posto policial, nem sinal de celular. Dizem que é perigoso parar por ali e que viajar de noite, só com escolta. Isso reforçou o ar de aventura, mas os 4 cilindros da CBzona cantaram grosso no cerrado e fomos em frente.

Cheguei em Brasília às 14:00, indo direto para a Toca, propriedade do meu amigo William Costa, que funciona como sede do Motos Classicas BsB. O William é presidente do motoclube a também tem uma banda de rock, a Língua Preta. Na Toca estavam todos a milhão, em atividade, parte terminando a montagem do stand na Granja do Torto, local do Moto Capital 2012, parte finalizando e flanelando as motos que estariam expostas. Ao mesmo tempo, os amigos da banda The Neves ensaiava para um show no dia seguinte, ou seja, o clima era fantástico, entre motocicletas clássicas, carros antigos, guitarras e uma energia positiva que dava prá sentir de longe. Só lá mesmo.

JJ com as colegas brasilienses
Janis e as colegas quarentonas

 

O som era ao vivo: ensaio da The Neves. Demais!
Cenário baba-baby

A K2 sentiu-se à vontade entre as Hondas, Yamahas, Kawasakis e Suzukis, todas da década de 70, em perfeito estado de conservação. O stand montado no Moto Capital era num verdadeiro espaço cultural e foi um dos mais visitados e fotografados durante todo o evento, que reuniu mais de 300 mil pessoas nesta oitava edição. E fiquei extremamente honrado ao ver que meus amigos tinham preparado uma faixa e reservado um local especial para expor a Honda CB750 com a qual eu tinha feito a viagem.

 

Antes da festa começar, a Janis já estava no seu lugar ao sol.

 

O Moto Capital é um Encontro especial. Me parece que a principal diferença é de que o aspecto comercial fica em segundo plano e o que importa mesmo é a viagem até lá e o encontro dos motoclubes, motogrupos ou mesmo pequenas turmas de amigos. O ambiente é família, sem excessos excessivos e principalmete, sem zoeira. Um lance hilário foi em um momento que eu chegava com o 4X1 direto da Setegalo e um segurança pediu para eu não acelerar. Eu brinquei, dizendo que menos barulho, só empurrando… ainda bem que ele não pediu para eu fazer isso. Mas é muito legal, quando algum anacéfalo começa a querer acelerar até o limitador, as pessoas imediatamente começam a vaiar. Os caras páram na hora e ficam na deles. …Deveria virar moda no país todo, em todos os eventos: vaiar os ruidosos.

Fiquei impressionado com o movimento na tenda do Motos Clássica BsB, com a curiosidade das pessoas em conhecer as motocicletas expostas, com a quantidade de histórias ouvidas, já que motos clássicas puxam lembranças em todos. Muitas pessoas pediaram que eu ligasse a moto, e quando eu concordava, corriam para chamar algum amigo ou a mulher e depois de ouvir com um sorriso na boca, dizer ” Ouve só!!!  Tás vendo, era disso que eu falava! “.  O espaço foi sem dúvida um doos stands mais visitados, fotografado, filmado e depois desse sucesso todo, tenho certeza de que vai bombar em 2012, continuando a evoluir e crescer em termos de conteúdo, montagem e organização, que já foi nota 10 neste ano.

 

A Tenda do Motos Clássicas BsB

Depois de passar 3 dias com meus amigos brasilienses  respirando motocicletas clássicas, assistindo shows de rock com ótimas bandas. ..OPA EPA: conheci e convivi os 3 dias com o pessoal da banda de rock The Neves. Eles são simplesmente o máximo, as músicas incríveis e a voz do Don, o vocalista, é mágica. Mandam bem demais e o sucesso é inevitável.

Bom, como dizia, foram várias sessões de arroz carreteiro, cerveja e churrasco, conhecendo motociclistas de várias partes do país, com motocicletas e estilos de vida absurdamente diferente uns dos outros e… estava na hora de fazer a viagem de volta. Até apareceu no stand um paulista superlegal, o Zezito, que tinha ido até lá com sua Honda 750F, ano 76, amarela e combinamos de voltar juntos mas na véspera a sua moto teve problemas na embreagem e ele ficou do voltar depois de consertar, durante a semana. Uma pena, mas por outro lado, a aventura da minha viagem solo continuou mais intacta. E com o Zezito…a gente combina um BV um dia desses.

 

Pronta para encarar a volta.

Tomei providências para melhorar a viagem de volta: desmontamos, limpamos e lubrificamos todo o sistema do acelerador e ficou bem melhor, mais macio. Na  CB750 a dureza do acelerador é quase crônico, pois levantar e abaixar as tampas daqueles “quatro canecos” não é para qualquer mão. A outra coisa foi conseguir um óculos de elástico, tipo motocross, que fosse largo o suficiente para abrigar um bom par de óculos escuros, sem fazer pastrami do meu nariz. Encontrei o de cross e também o de sol, um prateado, meio pagodeiro-surfista, mas que encaixou perfeitamente e assim resolvi meus pequenos problemas. Mas até por isso, a viagem de volta foi perfeita e mais do que nunca, me sentia voando em uma Café-Racer pelas estradas. O lenço no rosto voltou a funcionar, já que eu nem ficava vermelho quando algumas, pessoas nos carros fotografavam Janis e eu na estrada. Deviam apostar que o véio maluco vinha de longe…kkk.

E assim foi. A Janis Joplin veio macia, sem um engasgo sequer. Linda.

Concluindo, fiquei feliz pelo sucesso do projeto: pegar a “moto do século”, uma Honda CB750 K2 fabricada em 1972 sem preparação alguma e sem apoio de qualquer espécie, fazer a viagem São Paulo-Brasília-São Paulo, usando equipamentos de época e partindo em viagem solo no Dia Nacional do Motociclista. Uma homenagem da marca Alma Selvagem a todos os que tem paixão por motocicleta e também aos 40 anos da Honda no Brasil.

Estamos montando um vídeozito simples da viagem, que espero publicar nos próximos dias, aguardem! Enquanto isso, algumas imagens do 8. Moto Capital, 2012.

 

Meu amigo William mandando ver no palco.

 

Consegue imaginar esta garotinha em 2020?

 

Quando não segurar mais uma bigtrail, quero um desses.

 

O gaucho Brucutu e sua mulher viajam neste trailer, puxado por um triciclo. Show.

Trailer para triciclo. Dá para viajar pelo resto da vida.

 

ESTE É O PÚBLICO QUE DEVEMOS PREPARAR PARA O TRÂNSITO!

2 comentários para “VIAGEM SELVAGEM & CLÁSSICA- parte 2:

  • O Mecânico das Clássicas

    Olá Renzo!!!
    Mandou muito bem com a 750 Four!!!
    Parabéns!!!
    Bacana ver você e William contagiando o pessoal mais uma vez no Motocapital!!!
    Só Nós que temos essa verdadeira Paixão por motos pode explicar sua aventura rodando de Sampa até Brasília, pilotando em 2011 a moto que marcou a década de 70 .
    Quero poder em breve participar desse passeio no sentido Brasília / Sampa e rever o Amigo.
    Forte Abraço!
    Do seu amigo mecânico Vitorino.
    Direto da Minustah em operações ainda em Porto Príncipe – Haiti.

  • William Costa

    Olá Camarada Renzo!!!!
    Parabéns pela viagem digna mesmo de um filme!!!
    Nós do Motos Clássicas nos sentimos honrados de poder recebê-lo em Brasília e fazermos o Moto Capital juntos, um sucesso.
    Sua figura inconfundível marcou nosso stand e sua história com a Janis Joplin chamou muito os olhares de todos.
    Agora vamos a São Paulo com nossas Clássicas!!!
    Abraço.

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