22

jul

2012

As melhores coisas que acontecem na vida, são as coisas imprevistas. São o tempero da vida, na minha opinião. Sempre brinco, dizendo que se tudo der certo não tem  graça e uso como exemplo o nosso trabalho de realizar filmes: existe um roteiro a ser seguido, coisa que fazemos sempre, chamamos de lição de casa e garantimos a qualidade imaginada inicialmente. Mas quando começamos a filmar -sempre seguindo o roteiro- acontecem coisas inesperadas, surpreendentes, que nos fazem pensar “como não pensei nisto antes?!?” e se estivermos atentos e com o dedo no gatilho, aproveitamos os imprevistos para enriquecer o nosso material  pré-imaginado. Isso acontece o tempo todo e acaba de acontecer comigo, mais uma vez.

Ao ponto: até quinta passada estava tudo pronto para a viagem a Brasília -para comemorar o Dia do Motociclista no Moto Capital–  com a Gold Wing GL1800, quando um pequeno vazamento no freio dianteiro me fez levá-la até a STR, concessionária modelo da Honda, que inclusive faz a manutenção da frota oficial que a fábrica empresta para testes e avaliações da mídia especializada. Foi uma sorte ter passado por lá antes da viagem, pois o” pequeno vazamento” era na verdade um probleminha interno da bengala dianteira, que influencia no sistema anti-mergulho da moto. Poderia representar perigo, se eu não percebesse o óleo que se acumulava na roda dianteira e como estava encima da hora para viajar e a pecinha interna precisaria vir de Manaus,  fui forçado a desistir de ir com ela.

Claro que fiquei muito chateado, afinal de contas a minha idéia de fazer um comparativo entre minha viagem do ano passado a bordo de uma moto quase cinquentona meio desconfortável, sem estar certo de não precisar de alguma oficina pelo caminho e esta viagem no “sofá voador”, tinha ido visitar o brejo. Para manter a idéia-projeto, tentei conseguir outra Gold Wing (quem sabe a 2012…) da frota, mas meus parceiros da Honda não tinham nenhuma disponível tão encima da hora. Foi nesse momento que surgiu a possibilidade de viajar com uma VFR 1200F e…, de repente percebi que mais uma vez o imprevisto só me ajuda, em vez de atrapalhar.

O contraponto que eu pretendia  fazer através desta viagem vai  ficar mais nítido ainda, pois a VFR1200F, além de representar os mesmos valores que a Setegalo representava na época,  é a moto  mais inovadora fabricada em série neste planeta. Será um contraponto e tanto…

Honda CB 750 Four, ano 1972

 

VFR 1200F, a moto do futuro

 

Já experimentei a VFR do meu amigo Aidyr Muniz por alguns quilometros em estrada e adorei a moto, especialmente seu fantástico cambio com duas embreagens e botões em vez de pedal , mas estou ansioso para partir, escolher o caminho mais longo e andar nessa coisa linda até cansar (literalmente).

Para reduzir, botão de baixo. Para quem gosta de videogame, um tesão.

Meu problema principal (como se isso fosse um problema) será com a bagagem, já que costumo andar carregado de tralhas, então  mais uma vez vou ocupar o banco traseiro com as tradicional solução sacola+aranhas, como fiz em 2011 com a CB750. Em vez da roupa “anos 70” de couro que usei, com capacete jet com óculos de aviador que quase me ferraram, vou com minha roupa técnica favorita, da marca Rev’it, que re-encontrei na Motosprint, atualmente minha loja favorita em Sampa. Explico: gostava muito dessa roupa pelo conforto absurdo e alguns detalhes muito inteligentes, mas em um acidente estúpido no ano passado, ralei a jaqueta inteira. Guardei a calça mas nunca mais achei a parte de cima igual, até chegar na Motosprint. Fiquei feliz por ter minha roupa de viagem favorita, que diferentemente da maioria, é de cores claras, que apesar de sujarem mais rápido, são mil vezes melhores no calor brasileiro. Ainda estou resolvendo o roteiro de viagem, mas na volta, como disse, vai ter vídeo.

Vai ser engraçado. Na viagem do ano passado, com a Setegalo, estipulei velocidade de cruzeiro de 110 km/h e rotação media a 4.500 RPM. Agora vou ter um motor de quatro cilindros em V a 76° que, assim como o resto da moto, é completamente inivador.   O V4 de exatos 1 237 cm³ gera 173 cv a 10 000 rpm, um número que não faria feio na ficha técnica de qualquer esportiva puro-sangue, só que com posição de pilotagem menos radical, mais confortável e que espero, eu caiba nela. No pequeno trecho que andei nessa moto ela me pareceu meio…pequena para mim, mas a natureza é perfeita e andando um pouco, nosso corpo acaba encolhendo. Ou a moto crescendo, não sei, parece mágica.

Nos vemos pelas estradas!

ATÉ LÁ!

 

 

 

 

 

 

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