02

ago

2012

Acabo voltar da viagem comemorativa que a marca ALMA SELVAGEM realiza todos os anos, no dia 27 de julho, Dia do Motociclista, indo se São Paulo até Brasília (DF) participar do Moto Capital, o maior Encontro de Motociclistas do país . Essa longa tradição começou em 2011, mas digo que é longa porque vamos repetir essa comemoração por muitos anos, se o pessoal lá de cima permitir é claro.

Não parece, mas é uma hiper-estradeira.

Alguns devem lembrar da viagem que fiz em 2011 com uma Honda CB750 K2 fabricada em 1972 e totalmente original, sem restauração alguma. Parecia que eu tinha entrado no túnel do tempo, rodando com a Setegalo no cerrado, de capacete aberto, óculos de aviador e lenço no rosto, com o ronco do 4X1 martelando. Se não lembrarem: http://www.youtube.com/watch?v=zUu1vzvYys4

Para este ano o contraponto foi fazer a mesma viagem, mas desta vez (graças a uma ótima idéia do Eduardo Venzol, da Honda) com a moto do futuro, a fantástica Honda VFR 1200F e acabo de voltar, com um sorriso no rosto difícil de tirar. O prazer que tive nesta viagem é muito difícil de explicar, mas vou fazer o possível, através de texto, fotos e vídeos. A viagem do ano passado foi como ter ido num daqueles aviões biplanos da primeira guerra mundial e neste ano a sensação foi a de pilotar, em rasantes permanentes, um F22, o caça a jato mais moderno que existe. Com um detalhe importante: sem capota.

Agora vou falar da moto e explico: não sou um técnico nem um especialista, sou apenas apaixonado até a alma. Amo motocicletas como se fossem um daqueles dragões alados do filme  Avatar, e gosto tanto delas que acabo dando nome, conversando com elas e… elas acabam gostando de mim também. Papo de louco? Então tá. Se eu contasse quantas vezes a gasolina durou até exatamente o início de uma descida que acabava num posto Shell… Bom, voltando ao assunto, me desculpem os donos de Ducati 1098, R1, SRADS e KTMs da vida. Também sei que a concorrência da VFR é mais para BMW 1300S, Hayabusa e ZX14, mas a VFR é inigualável, uma motocicleta que você pilota como uma esportiva mas com o conforto de uma supertouring, durante horas a fio, sem sentir o menor cansaço, com uma segurança absurda. Para quem quiser conhecer a VFR em detalhes, recomendo a leitura desta matéria do Gabriel Berardi com fotos do Gustavo Epifânio, do Bestriders, um dos melhores sites que conheço. Eu como apaixonado, só posso dizer que na primeira perna da viagem me distraí e fiquei sem gasolina na estrada, antes de chegar em Ribeirão Preto. Deveria ter vergonha de dizer isso, afinal a moto tem marcador de gasolina e eu tenho bastante experiência, mas o fato é que eu dei uma espiada e pensei “ainda dá para andar uns 120 kms”. E eles passaram tão rápido que nem me dei conta.kkkk. Também fiquei com medo de ficar com o nariz achatado para sempre. Uma bolha mais alta iria bem.

Aqui vão algumas fotos da VFR que batizei de “Periguete Selvagem”, já que agora ela repousa linda e limpinha na minha garagem mas amanhã, já não sei… Estou preparando um vídeo, que espero colocar “no ar” daqui a alguns dias. Foram feitas com Iphone e mostram alguma coisa do que senti pilotando este foguete em vôo rasante, por lugares lindos e comuns em todo o nosso país.

Primeiro passo: uma visita ao Zulu Design.

A primeira providência foi levá-la ao Zulu -que faz o envelopamento das motos Almaselvagem- para deixar a moto com nosso style. Só colocamos 3 adesivos e mantivemos o resto, já que ela, na cor preta brilhante com detalhes prateados é simplesmente linda. Ao vivo é muito melhor do que em foto ou filme.

Já no nosso style, na STR, minha Concessionária Honda favorita.

Como minha VFR não tinha o top case e malas laterais (são opcionais existentes e ótimos), comprei uma sacola grande, reduzi ao mínimos minhas muitas tralhas e coloquei tudo no banco traseiro, que dá até pena cobrir de tão bonito. Pensei em usar minha roupa técnica (de viagem) da Rev’it, mas achei que não combinava com o style da viagem e da moto. Essa roupa tem mais a ver com Bigtrails ou Granturismo, então fui com calça e jaqueta de couro, personalizadas Alma 70 (nosso filme sobre clássicas) pela  Tacna, uma empresa sangue bom que é nossa parceira desde o início e trabalha com couro como nenhuma outra. E peguei a estrada. Saí do  litoral, passei em Ribeirão Preto para encontrar meu amigo Marcelo Redígolo e rodei até Uberlândia. Lá fiquei no Hotel Presidente, no centro da cidade, onde motociclistas são bem recebidos, o pessoal é muitio legal e os quartos um show. Recomendo. No dia seguinte cheguei em Brasília, na hora do almoço, querendo que ainda faltassem uns 300 kms, no mínimo. Cheguei e fui direto para a Granja do Torto, onde rola o Moto Capital. O resto eu vou contando por aqui e no vídeo, daqui a alguns dias.

Com a CB400 do Redígolo, em Ribeirão Preto

 

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